Santa Catarina apresenta empreendedorismo em alta, além de PIB estimado em 3,9% e crescimento de 4,4% nas exportações
Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Arquivo / Secom
Santa Catarina segue se destacando no cenário socioeconômico nacional nas estimativas de 2025. Além do crescimento estimado de 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o estado se destaca no mercado de trabalho com a menor taxa de desemprego do país, de 2,2%. Soma-se a isso o saldo de novas empresas constituídas (140.000), o recorde nas exportações (US$12,2 bilhões) e o bom desempenho das finanças públicas e redução da dívida estadual.
Essas e outras análises econômicas são apresentadas pela Diretoria de Políticas Públicas da Secretaria do Estado de Planejamento (Seplan), no recém lançado Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais de Santa Catarina. Os levantamentos e projeções são feitos pelo economista Paulo Zoldan, Gerente de Indicadores Estratégicos da Seplan, com base em mais de 25 indicadores.
Saldo de empresas constituídas
O estado de Santa Catarina apresenta saldo superior a 140 mil empresas ativas em 2025, um número recorde desde a série iniciada em 2016. Esse quantitativo é uma estimativa do saldo entre empresas constituídas e extintas pela Junta Comercial de SC (Jucesc). No total, SC registrou 1.649.128 empresas ativas, tendo como base a data de 27 de fevereiro de 2026.
Mais da metade dessas empresas (51,5%) é formada por microempreendedores individuais (MEI), demonstrando a força dos pequenos negócios como impulsionadores da economia estadual. As sociedades limitadas (LTDA) representam 36,7%, enquanto os empreendedores individuais (EI) correspondem a 10,6%. As sociedades anônimas (S/A), por sua vez, somam 0,9% e outros formatos jurídicos representam 0,3%.
O município de Florianópolis lidera o empreendedorismo em Santa Catarina, com 173.820 empresas constituídas, conforme dados da Jucesc. As quatro posições seguintes foram ocupadas por Joinville (144.752), Blumenau (90.357), Itajaí (79.025) e São José (66.890). Chapecó, Palhoça, Balneário Camboriú, Criciúma, Jaraguá do Sul, Brusque, Lages, Itapema, Camboriú e Tubarão integram o ranking das quinze primeiras. Juntos, esses municípios são responsáveis por 57,1% de todos os negócios registrados em Santa Catarina.
Em relação à geração de empregos, cerca de 23% dos trabalhadores ocupados atuaram no setor industrial, principalmente na Indústria de transformação. Cerca de 18% atuaram no Comércio; 15% na Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais; 13% nos Serviços de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; e 7,1% no setor de Construção.
Exportações recordes
As exportações de Santa Catarina bateram recorde histórico em 2025, com US$12,2 bilhões em vendas externas. Este foi o maior valor desde o início da série histórica iniciada em 1997 e corresponde a 4,4% de crescimento em relação ao ano anterior.
O desempenho da economia catarinense em 2025 foi impulsionado principalmente pelo agronegócio. De acordo com as apurações do Epagri/Cepa, foram vendidas ao exterior dois milhões de toneladas de carnes, com receita de US$4,5 bilhões. Trata-se de um crescimento de 8,5% em relação ao ano anterior. Santa Catarina é o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil e o segundo maior exportador de frangos do país
“Os resultados de 2025 demonstram que Santa Catarina possui uma infraestrutura econômica ativa e cadeias logísticas robustas. O setor de Transporte, armazenagem e correio, por exemplo, foi o segundo que mais registrou abertura de empresas no estado, com quase 44 mil novos empreendimentos em 2025, segundo dados da Jucesc. A Indústria de transformação, onde se inserem importantes cadeias do agronegócio exportador, também esteve entre os setores que mais registraram novas empresas no estado. Os indicadores são consistentes e refletem o preparo e a competitividade de Santa Catarina no mercado nacional e internacional”, explica o Secretário de Estado do Planejamento em exercício, Lucas Amancio.

Exportação de aves e suínos
A carne de frango liderou a pauta exportadora em 2025, com US$2,45 bilhões, um recorde no valor já registrado e crescimento de 6,9%. Arábia Saudita, Países Baixos e Japão foram os principais destinos. A carne suína também bateu recorde ao atingir US$1,85 bilhão, o que representou um crescimento de 9,4% em relação ao ano anterior. Japão, Filipinas e China foram os principais destinos, com destaque para o crescimento de 82,8% das exportações para o México.
Dados do IBGE apontam que a Indústria de transformação catarinense cresceu 3,2% no período, frente a uma retração de 0,2% da média nacional. O crescimento do volume de serviços produzidos em Santa Catarina está estimado em 3,2%, enquanto a projeção da Agropecuária é de 12,9%.
No ranking dos destinos das exportações catarinenses, os Estados Unidos permaneceram na liderança, respondendo por 12,1% do total comercializado por SC. A China manteve a segunda posição, com participação de 9,9%. Em termos de ampliação do mercado, o destaque foi a Argentina, que avançou 18,6%, seguida pelo Chile, com alta de 33,5%, e pela Arábia Saudita, que registrou crescimento de 26%.
Acesse a nova edição do Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais de Santa Catarina, que recebeu um novo projeto gráfico. A edição reúne informações detalhadas sobre o PIB, exportações e demais dados socioeconômicos.
Micheline Krause – Especialista em comunicação Fapesc/Seplan
Informações adicionais: comunicacao@seplan.sc.gov.br