SEPLAN – Secretaria de Estado do Planejamento

Santa Catarina segue como o segundo estado mais competitivo do Brasil e avança em Inovação e Potencial de Mercado

Foto: Arquivo Secom

Santa Catarina se mantém na segunda posição de liderança no Ranking de Competitividade dos Estados, Edição 2025, atrás apenas de São Paulo. O estado consolida, ainda, a primeira posição de liderança como o estado mais seguro do país e a primeira posição no pilar de capital humano. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira, dia 27 de agosto.

Nesta edição de 2025, o estado conquistou a 2ª colocação no pilar de Inovação, após subir duas posições em relação ao ano anterior. Outro destaque conquistado foi em Potencial de Mercado, em que saltou do 10º para o 3º lugar em 2025. Já em Sustentabilidade Ambiental, o estado ganhou três posições, demonstrando avanços na área.

“Santa Catarina segue em destaque e cada vez mais próxima de São Paulo, para assumirmos o primeiro lugar nacional. Em 2021, a diferença de nota entre os dois Estados era de 4,2 pontos. Agora, caiu para apenas 1,4 ponto. É como eu digo, já somos o Estado mais seguro do País e agora esse protagonismo, essa liderança, nós estamos levando para várias outras áreas também”, afirma o governador Jorginho Mello.

Florianópolis, pelo terceiro ano consecutivo, foi considerada a cidade mais competitiva do Brasil. Outros seis municípios catarinenses ficaram entre os 50 primeiros: Jaraguá do Sul (12º), Blumenau (14º), São Bento do Sul (20º), Criciúma (23º), Balneário Camboriú (34º) e Joinville (44º).

“Em Santa Catarina, segurança, desenvolvimento socioeconômico e competitividade caminham juntos. Firmamos, mais uma vez, nossa posição como estado mais seguro do Brasil. Além disso, avançamos em pilares estratégicos, como inovação e potencial de mercado, o que reforça a força d o nosso ambiente econômico e a qualidade do nosso capital humano. Os resultados refletem o trabalho integrado do Governo do Estado, que cria condições para atrair investimentos, gerar empregos, oportunidades e garantir qualidade de vida para quem vive aqui”, declarou o Secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira.

Segurança, Capital Humano, Inovação e Potencial de Mercado

Santa Catarina se mantém na liderança como o estado mais seguro do país, com nota 100 no ranking. Em segundo lugar vem o Distrito Federal, com nota 82,3 e em terceiro o Rio Grande do Sul, com nota 82.

O pilar da Segurança Pública recebe o maior peso (12,6%) entre os 10 pilares temáticos que compõem o Ranking de Competitividade dos Estados. O pilar é composto por 11 indicadores, sendo o principal o de segurança pessoal. Os demais indicadores são a segurança patrimonial, déficit de vagas prisional, violência sexual, presos sem condenação, qualidade da informação de criminalidade, mortes a esclarecer, mortalidade no trânsito, morbidade hospitalar por acidente de trânsito, feminicío, a atuação do sistema de justiça criminal.

Santa Catarina manteve, também, a liderança nacional no pilar de Capital Humano, que avalia a qualificação e a disponibilidade da força de trabalho nos estados. O pilar é composto pelos indicadores sobre a produtividade do trabalho, qualificação dos trabalhadores, formalidade do mercado de trabalho, inserção econômica, inserção econômica dos jovens, desocupação de longo prazo, subocupação por insuficiência de horas trabalhadas, custo de mão de obra, bem como PEA com ensino superior.

Nesta nova edição, o estado se destacou no segundo lugar do ranking de Inovação. O pilar é composto pelos indicadores que medem  os investimentos públicos em P&D, patentes, bolsa de mestrado e doutorado, estrutura de apoio à inovação, pesquisa científica, informação e comunicação, bem como as empresas de alto crescimento.

O grande crescimento de SC foi em Potencial de Mercado, pilar em que passou da 10ª posição em 2024 para a 3ª melhor colocação no ranking de 2025. O avanço foi impulsionado, principalmente, pelo aumento da taxa de crescimento do PIB e pelo crescimento potencial da força de trabalho. O pilar é composto, ainda, pelos indicadores que medem o tamanho do mercado, comprometimento de renda, qualidade de crédito para pessoa física, volume de crédito, bem como inadimplência.

Santa Catarina também é um destaque no pilar de Sustentabilidade Social, ocupando a 2ª posição no ranking. Esse indicador avalia o acesso ao saneamento básico (água e esgoto); IDH; mortalidade materna, precoce ou infantil; desnutrição e obesidade na infância; cobertura vacinal; equilíbrio racial; trabalho infantil; trabalho escravo; inadequação de moradia; famílias abaixo da linha da pobreza; e desigualdade de renda.

 Imagem: Relatório do Ranking de Competitividade dos Estados – CLP 2025.

O que é o Ranking de Competitividade

O Ranking de Competitividade dos Estados foi criado em 2011 e tornou-se uma das principais ferramentas de diagnóstico para gestores públicos. É desenvolvido pelo Centro de Liderança Pública (CLP), organização que atua na formação de lideranças e no fortalecimento da gestão pública. Atualmente, o levantamento é feito com a parceria da Tendências Consultoria Integrada.

O Ranking avalia as 27 unidades da federação brasileira, a partir de 10 pilares temáticos, considerados fundamentais para a gestão pública dos estados: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado, e Inovação.

O objetivo é oferecer uma análise comparativa clara e objetiva, apontando pontos fortes e desafios de cada Estado. Além de apoiar governos na formulação de políticas baseadas em evidências, o ranking também serve de referência para o setor privado em decisões de investimento.

Região Sul lidera no ranking

As cinco primeiras posições no Ranking Geral de Competividade dos Estados são ocupadas pelos estados do Sul do país. São Paulo lidera na primeira posição, seguido por Santa Catarina. O terceiro lugar é ocupado pelo estado do Paraná, e o quarto lugar pelo Distrito Federal. O Rio Grande do Sul, por sua vez, ocupa a quinta colocação.

Na outra extremidade, os estados do Norte e Nordeste ocuparam as cinco últimas posições no ranking geral. O Amapá teve a última colocação, antecedido pelo Acre, Pará, Roraima e Maranhão.

Informações adicionais para a imprensa:
Micheline Krause – Especialista em comunicação Fapesc/Seplan
geind@seplan.sc.gov.br